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“Fui refém no país pelo qual me dediquei por 17 anos”, diz Ghosn em coletiva

“Fui refém no país pelo qual me dediquei por 17 anos”, diz Ghosn em coletiva

彩民彩票平台Carlos Ghosn - AFP/Arquivos

 

Pela primeira vez desde sua pris?o no Jap?o em novembro de 2018, Carlos Ghosn reuniu a imprensa em coletiva para contar a sua vers?o dos fatos. Acusado de fraude fiscal, o ex-presidente da Nissan cumpria pris?o domiciliar desde abril de 2019 na sua residência em Tóquio, que era vigiada com camera de seguran?as.

No dia 29 de dezembro, ele fugiu para o Líbano onde tem cidadania, com um passaporte francês alegando ser vítima de persegui??o política.

彩民彩票平台Segundo a emissora japonesa NTV, Ghosn pegou um trem de alta velocidade de Tóquio até Osaka e logo embarcou em um jatinho particular rumo à Turquia.

O repórter da DINHEIRO, Carlos Eduardo Valim? acompanha a coletiva onde Ghosn conta a sua vers?o sobre sua fuga cinematográfica.

“Eu fui um refém no país pelo qual me dediquei por 17 anos, diz Ghosn. Sou inocente de todas as acusa??es”, disse Carlos Ghosn. Segundo o executivo brasileiro de origem libanesa, o seu caso foi político e montado por executivos da Nissan, em conjunto com o promotor japonês que o acusou de quatro crimes, incluindo uso de dinheiro da montadora para uso pessoal e n?o declara??o de bens recebidos. Segundo Ghosn, a principal acusa??o trata de um dinheiro que nunca foi aprovado pelo conselho de administra??o ou recebido por ele.

Para o executivo, o sistema acusatório japonês é arcaico. “Eu fui um refém no país pelo qual me dediquei por 17 anos. Fui mantido em regime solitário, sem falar com pessoas por até seis dias, sendo interrogado por até oito horas, dia e noite, sem advogado, e sem poder falar com a minha esposa”, disse. “Eles queriam quebrar o meu espírito e me obrigar a confessar. Eu n?o escapei da justi?a, eu fugi da injusti?a e da persegui??o política.” Segundo ele, foi uma tentativa de assassinato de reputa??o e “eles foram bem sucedidos nisso”. “Fui acusado de ser um ditador frio e ganacioso”, disse. “Mas eu neguei em 2009 um convite para ser CEO da GM, com o dobro do salário. Mas preferi ficar no Jap?o e n?o abandonar o barco durante a crise. Alguém ambicioso faz isso? Agora sei que foi um erro.”